Raio de Luz

Brilha brilha brilha, meu raio de luz
Não venhas sozinho
Ilumina o caminho
Vai à frente e conduz.

Dizem que vens do sol
Mas a lua também te empurra.
Cá pra mim tanto me faz
Desde que ilumines a rua.

Levantas-te ao meio dia
E pensas que és o maior
Mas trazes alegria
O que é o teu melhor.

Quem te olha nos olhos
Vê tudo ou não vê nada.

Brilha brilha raio de luz
Vem animar esta cambada.

A marcha da Ericeira

Hoje é dia de festa.
Estás toda à maneira.
Bem sei que és modesta,
Minha querida Ericeira.

Vamos todos a marchar
Esta noite sem parar,
Até lá baixo à Ribeira.

Esta marcha popular
Vai hoje animar
Esta noite a Ericeira.

Arcos levantados no ar
Lenços e saias bonitas
Mãos na anca a girar
Lá vão elas todas catitas.

Arcos levantados no ar
Marchando todos em compasso
Vão os homens do mar
Que têm nervos de aço.

Teu povo está em ovação
Chama por ti, ó Ericeira
Cantando esta canção
Cantando desta maneira.

Quando a marcha salta à vista
A cada um algo diz
Tanto jagoz ou turista
Esta marcha os deixa feliz.

Olhem a dança do vira!
Típica é sua moda,
Tão bem que gira,
Tão bem que roda.

Em tuas saídas grandiosas
Estão nas ruas deslumbrantes
Multidões de gente ansiosas
De ver teus arcos brilhantes.

Começando com os cantares
Segue a marcha da Ericeira
Todos em fila e em pares
Vão lá baixo à Ribeira.

Derretido e congelado

Logo que te vi
algo de especial
aconteceu em mim
Foi amor foi sinal!

Acho que já estou apaixonado
Vejo tudo tão diferente.
Vejo-te em todo o lado
Estás sempre na minha mente.

És o Sol do meu dia
És razão do meu ser
Teu sorriso é alegria
Que me ergue ao amanhecer.

Corro eu para Torres Vedras
Quero te ver depressa
Desta vez não serei monte de pedras
Quero ter contigo uma conversa.

Quero-te falar
Quero-te dizer
Não adianta esperar
O melhor é fazer.

Não há dia que passe
Sem eu te rever.
Não há minuto que durasse
Sem eu te querer.

Quando fomos ao cinema
Vi o reflexo nos teus olhos.
Foi ai que eu vi a cena
Que és a rapariga dos meus sonhos.

Recordo-te na minha memória
Conservo-te no meu coração
Nunca te esquecerei nesta estória
Da vida, que transcende a imaginação.

Quem sabe sorrir, sabe viver.
Quem sabe viver, sabe sorrir.
Feliz será quem os souber fazer.
Simples e espontâneo, sem iludir.

Alegria do meu dia
Paixão do meu coração
Teimosia ou ousadia
Tua mão não largo não.

Quanto mais te quero
Mais me afasto de ti
Estou a ser sincero
Não te abandones… de mim.

Tenho uma grande tristeza
De ser rapaz envergonhado
Mas estou feliz por ter encontrado
A mais bela princesa.

Sinto-me aprisionado
Quando estou a teu lado
Se é medo, sai!
Se é vergonha… vai!!!

Estou apaixonado…
Ajuda-me ai ai!

(Escrito ao som da música “Encosta-te a mim” de Jorge Palma)

Marco Oliveira

A mão estendida

No centro da cidade
Sob as estrelas tomam abrigo
Ovelhas perdidas da sociedade
Esperando visita dos “sem-umbigo”.

No limiar da condição humana
Não há lugar para alegrias
Tanto faz o dia da semana
Todos os dias são dias.

São tantos, tantos que são mal amados
Que anseiam por alguns tostões.
Rejeitados, fugitivos e abandonados
Desiludem-se no meio das ilusões.

Mais que o alimento nutricional
que faz falta a toda esta GENTE
Falta-lhes o apoio espiritual
Porque a chave de tudo é a mente.

Quem és, quem eras e quem serás?
Que procuras, que desejas e o que possuis?
Que te deram, a quem deste e a quem darás?

Marco Oliveira

Alentejo

Alentejo, plano Alentejo
Onde oliveiras e sobreiros abundam
Alentejo, nobre Alentejo
Espadas de bravura em ti afundam.

O Sol aquece a tua terra…
… E o coração da tua gente.
Amarelo e branco, como é e como era…
Tuas ruas são eco do antigamente.

Calor intenso da estrela gigante
Brisa suave de um vento distante
Sobreiro imenso de longa idade
Descanso no sossego, longe da cidade.

Marco Oliveira

Licença para sorrir

Image

Nas fotografias do antigamente (sim, aquelas a preto e branco) as pessoas normalmente faziam pose para a câmera com um olhar sério e pesado. As crianças muitas vezes aparecem em fotografias como na imagem apresentada, tristonhas. Seria isto um estilo de fotografia propositado ou apenas naquela altura não era moda sorrir para câmera?
Talvez naqueles tempos, o sorrir numa fotografia mostrasse falta de inteligência ou baixo estatuto. O fotógrafo talvez demorasse a tirar a fotografia que os modelos ficavam fartos de estar tanto tempo à espera. Gostaria de ler as vossas opiniões. Já alguma vez pensaram nisto? Eu, de facto, acho bastante curioso.